Como se prevenir do tromboembolismo em cirurgias plásticas

Por: Rodrigo Agacy e Ana Paula Passini Foto: DIVULGAÇÃO
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No nosso dia-a-dia somos bombardeados com uma série de informações sobre cirurgia plástica via internet, televisão e demais meios de comunicação e muitas dessas informações chegam de maneira desencontrada. Algumas delas são fantasiosas e outras são muito importantes. A profilaxia da trombose venosa e da embolia pulmonar são informações das mais importantes para as pacientes que serão submetidas à cirurgia plástica e também cirurgias de outras especialidades. American Society of Plastic Surgeons (ASPS) estima que mais de 18.000 pacientes submetidos à cirurgia plástica desenvolvam trombose venosa profunda a cada ano. Entre os procedimentos realizados em cirurgia plástica, a abdominoplastia apresenta a maior incidência de eventos tromboembólicos, com incidência estimada em 1,2% para TVP (trombose venosa profunda) e 0,8% para TEP (tromboembolismo pulmonar).

American Society of Plastic and Reconstructive Surgeons criou um protocolo que sugere que os pacientes sejam divididos em três grupos de acordo com o risco para desenvolvimento de tromboembolismo: baixo risco (idade menor que 40 anos e cirurgia de pequeno porte), médio risco (idade maior que 40 anos, cirurgia com duração maior que 30 minutos) e alto risco (idade maior que 40 anos, cirurgia com duração maior que 30 minutos sob anestesia geral ou com fatores de risco adicionais, como câncer e TVP prévia). Pacientes que fazem uso de contraceptivos orais ou reposição hormonal devem ser considerados de risco moderado, mesmo na ausência de outros fatores.

Para os pacientes considerados de médio ou alto risco, devem ser estabelecidas medidas de prevenção como o emprego das meias elásticas, os sistemas de compressão pneumática intermitente durante a cirurgia permanecendo até a deambulação, ou a administração de heparina. São largamente utilizadas na Cirurgia Plástica, pois a segurança para o paciente vem sempre em primeiro lugar. Portanto lembre-se de verificar se o seu cirurgião é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, se você foi orientado sobre todos os riscos inerentes ao procedimento que será realizado, se os exames pré-operatórios estão normais, quais as orientações pós-operatórias, e se o local em que você será operado tem suporte para atendê-lo em caso de intercorrência. Segurança é sempre muito importante e se todos os pré -requisitos foram respeitados, os riscos de intercorrência passam a ser muito pequenos.

Dr. Rodrigo Agacy
CRM-SC 15.458
agacyepassini.com.br

 

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