Carros automáticos ganham espaço; Seria o fim do câmbio manual?

Por: Jeferson Cardozo Foto: DIVULGAÇÃO
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Antes símbolo isolado de esportividade, o câmbio genuinamente manual, daquele tipo que convida o "piloto" a fazer os engates caprichando na pose, pode estar com os dias contados. Ou quase. Não quer dizer que a autonomia do condutor para acelerar de acordo com seu estilo de dirigir tenha sido comprometida. Nada disso. O fato é que, nos modelos feitos para brilhar nas pistas, sob o comando de profissionais ou de amadores, estamos na era da troca de marchas cada vez menos sujeitas ao "esforço" do motorista -- e menos perceptíveis aos olhos da audiência. Mas quem gosta mesmo de pilotar não abre mão daquela sensação de ter sido o responsável por dar novo fôlego ao motor. A graça de dirigir leve e solto, fora dos engarrafamentos da vida, está em poder decidir entre esticar a segunda ou a terceira, para aumentar o giro do propulsor e impressionar a plateia com o ronco zunindo no escapamento, ou reduzir da quarta para a terceira, para a segunda, antes de chegar na curva, tangenciando a pista com os pneus colados no asfalto.

A tendência é que a versão automática, corriqueira nos modelos topos de linha, seja cada vez mais acessível e passe a equipar todos os carros de entrada do mercado. Um movimento natural. Foi assim com itens que antes eram sinônimos de glamour e hoje viraram banais, como direção hidráulica (depois elétrica), acionamento elétrico dos vidros, ar-condicionado, coisa e tal. Chegam caros e depois vão se tornando mais baratos, e melhores. Tem a ver com a evolução. A boa notícia é que, embora a essência tenha mudado, a aparência nem tanto. O câmbio manual pode até virar peça de museu e por mais que, lá embaixo do carro, a engenhoca responsável por levar a força motriz para as rodas tenha se sofisticado e opere de forma autônoma/automatizada, lá em cima, quem decide a hora de ela trabalhar é o senhorzinho atrás do volante -- o nosso "piloto" de mão cheia.

O crescimento na procura do câmbio automático é muito sólido e já se equipara com a transmissão manual em participação nas vendas de carro novos.  O câmbio automático é programado para fazer com o que motor funcione de forma eficiente, aproveitando ao máximo seu torque tanto em cidades como em estradas. Com isso, ele acaba consumindo um pouco mais de combustível. Contudo, com o avanço da tecnologia, as montadoras já estão se atentando a esse fato. Para finalizar, é bom lembrar que há no mercado os veículos com câmbio automatizado. Trata-se de um sistema híbrido, que traz características tanto da transmissão manual (sistema de embreagem) quanto da automática (trocas de marcha autônomas). Além disso, dentre os automáticos, você pode encontrar os carros com câmbio CVT, que usam uma combinação de polias variáveis, que permitem que o carro tenha diferentes números de marchas, dependendo da situação. Trata-se de uma transmissão mais eficiente.

Não é fácil escolher entre um e outro. Isso vai muito mais na questão de adaptação e gosto.

Sobre a Auto Escola Sinal Verde
Inaugurada no dia 06 de março de 1991 a Auto Escola Sinal Verde possui mais de 25 anos de conhecimento do mercado. Conhecida por construir e formar com responsabilidade condutores, objetivando um trânsito mais seguro, humano e educado em prol de uma sociedade melhor. Com Jeferson Cardozo na direção geral da autoescola desde 2011, a preocupação com a educação dos alunos para o trânsito sempre foi o principal objetivo do especialista em segurança pública e em direito e gestão de trânsito, que também investe em novas tecnologias e uma estrutura moderna para utilização, prezando a segurança, conhecimento e qualidade.

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