Você sabia que a carne pode ser eliminada do cardápio sem prejuízos à saúde?

Por: Eduardo Klemtz Foto: DIVULGAÇÃO
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Seja por prejuízos à saúde, pelo sofrimento animal ou por questões religiosas, ideológicas ou ambientais, o número de vegetarianos e veganos aumenta a cada ano. Mas, ainda há uma série de dúvidas em torno dessa nova forma de se alimentar, começando pelas diferenças entre o vegetarianismo o veganismo.  Conforme a médica nutróloga Cristiane Molon vegetariano é aquele que exclui todos os tipos de carne de cardápio: bovina, suína, frango, peixe. Já o vegano não consome nenhum alimento de origem animal, tais como carne, ovos, leite e derivados. Segundo a especialista, a transição é algo bastante desafiador e nunca deve ocorrer por pressões externas. "Ser ou não é uma escolha individual. Lembrando que o que é bom para uma pessoa, pode não ser para a outra", ressalta. Para quem pretende iniciar o processo de exclusão de produtos de origem animal, a dica é começar gradativamente. A transição pode levar meses ou anos para acontecer. "Comece aderindo à campanha 'Segunda Sem Carne' e observe como você se sente", indica. Depois disso, diminua o consumo de carne vermelha para uma ou duas vezes por semana ou substitua carnes vermelhas por brancas.

Após restringir as ocasiões em que come carne, a sugestão é adotar a estratégia de acrescentar no lugar de cortar. "Adicione frutas, folhas verdes, feijão, ervilha, lentilha, sementes de abóbora e girassol, castanhas, nozes, amêndoas e aveia. Cuide para não cair na armadilha dos carboidratos e gorduras em excesso. Dependendo do preparo, a alimentação sem carne pode ser muito calórica. E, não importa qual seja a opção alimentar, evite ao máximo: embutidos, enlatados, açúcar, refrigerantes e sucos prontos", explica. Além disso, a médica faz um importante alerta: não substitua os produtos de origem animal, como leite, requeijão, manteiga, carne, por equivalentes de soja. Apesar de comum, a prática pode piorar quadros de hipotireoidismo e, nos homens, ainda pode causar desequilíbrio hormonal, alterando os níveis de estradiol.

Acompanhamento
Antes de qualquer decisão é importante buscar a orientação de um profissional. Ele vai avaliar os níveis de ferro, vitamina B12 e D cálcio, magnésio, albumina, zinco, entre outros. Segundo Cristiane, quem come pouca ou nenhuma carne precisa ingerir diariamente alimentos fontes de ferro e proteína, como feijões, lentilha, ervilha e grão de bico. "Os macronutrientes, como carboidratos, proteínas e gorduras, são essenciais para um bom funcionamento do organismo. Se houver restrição de um deles sem substituições, podem ocorrer desequilíbrios metabólicos", enfatiza. A nutróloga defende que, para qualquer tipo de rotina alimentar, o mais importante é a escolha correta na hora de comer. Isso porque, em consultório, é comum encontrar pessoas não vegetarianas saudáveis e vegetarianos com inúmeras deficiências nutricionais e vice-versa. Assim, para quem quer diminuir ou restringir o consumo de carne, a dica é ter calma.

Tipos de vegetarianismos
Ovolactovegetarianismo - utiliza ovos, leite e derivados na alimentação, excluindo todos os tipos de carne.
Lactovegetarianismo - utiliza leite e derivados, excluindo ovos e todos os tipos de carne.
Ovovegetarianismo - utiliza ovos em sua dieta, porém, exclui leite e carnes.
Vegetarianismo estrito: não utiliza nenhum produto de origem animal na alimentação.
Veganismo - não consome produtos que gerem exploração e/ou sofrimento animal. Adota o vegetarianismo estrito no âmbito da alimentação. Por isso, costuma-se também chamar de 'vegano' aquele que não consome nenhum alimento de origem animal (carnes, ovos, laticínios, mel). Também exclui os produtos que tenham sido testados em animais, como xampus, cremes, materiais de limpeza, sapatos, cintos, bolsas e roupas de couro e seda.
Crudivorismo - vive de crus, do alimento vivo (saladas, vegetais, sementes, brotos, algas).
Frugivorismo - só consome frutas.

Sobre Cristiane Molon
Médica especializada em nutrologia com pós-graduação em Prática Ortomolecular e Saúde da Família.
www.cristianemolon.com.br

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