Carlos Chiodini opina sobre o novo cenário político brasileiro

Por: Carlos Chiodini Foto: DIVULGAÇÃO
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O apolitismo, fenômeno definido pelo filósofo francês Francis Wolff como o ?desinteresse pela política?, deu lugar a discussões acaloradas, à valorização do voto e à cidadania. Embora o número de abstenções no primeiro turno das eleições deste ano tenha sido de 20,3% - o maior desde o pleito de 1998 ? as discussões em torno do futuro político tomaram conta em todo o Brasil. Observamos maior engajamento da sociedade na política, não apenas nas redes sociais como há quatro anos, e sim, no cotidiano.

As eleições deste ano trouxeram muitas surpresas e uma única certeza: a maioria dos brasileiros quer renovação. No Senado, por exemplo, 46 dos 54 eleitos são novos no cargo, ou seja, 85%. Na Câmara Federal o percentual foi um pouco menor, 52,4%. Ainda assim, é a maior transformação dos últimos vinte anos. Em Santa Catarina, os eleitores clamaram por uma mudança mais efetiva: 68,75% da bancada catarinense em Brasília será renovada a partir de 2019.

Mais que a mudança, o que esperamos é que este novo momento da política nacional transmute-se em trabalho, comprometimento, competência e ética. Como parte integrante desta renovação, sinto-me preparado para encarar o desafio de representar Santa Catarina na Câmara Federal, pois com apenas 36 anos acumulo a experiência de estar como deputado estadual por dois mandatos consecutivos, ter sido secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDS) nos últimos três anos e conhecer a realidade dos 295 municípios catarinenses.

Nosso compromisso foi firmado no dia 7 de outubro com cada um dos 97.613 catarinenses que nos elegeram para representá-los e a quem agradecemos pela confiança. Lutaremos para que nosso Estado receba mais recursos, afinal, hoje o retorno é inferior a 1/3 do que arrecadamos em tributos federais. Trabalharemos por mais infraestrutura, priorizando a duplicação das BRs 280 e 470, por mais desenvolvimento econômico e pela desburocratização que tanto prejudica o empreendedorismo. Seremos incansáveis em valorizar os repasses para as áreas prioritárias, que incluem Segurança, Saúde e Educação, como já estamos fazendo desde que assumimos o desafio de entrar na vida pública. Porque este é o verdadeiro papel do homem público: servir à sociedade, com caráter, honestidade e, acima de tudo, respeito.

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