Detetive jaraguaense é especialista em casos de traição

Por: Revista Nossa Foto: Maria Gonçalves
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André Luiz habita o imaginário dos jaraguaenses graças à presença ostensiva de cartões ofertando seus serviços pelos estabelecimentos da cidade. Na atividade há mais de 25 anos, o ex-militar faz parte de um time hoje composto por detetives particulares que percorrem as ruas da região jaraguaense, do interior de Santa Catarina e até mesmo de outras distantes cidades no encalço de quem tem algo a esconder. À exceção de alguns casos envolvendo fraudes empresariais, pais separados que temem que os filhos sofram maus-tratos dos ex-cônjuges e até problemas de comportamento, o grosso da demanda se refere à suspeita de traição nas relações amorosas.

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Com equipamentos de primeira linha e especialmente o uso de fotos e vídeos, as atualizações são repassadas em tempo real. O contratante, pode ser por exemplo, uma esposa suspeitosa da alegação de que o seu marido teria uma consulta médica no meio da tarde, aguarda a informação sobre o destino final do parceiro para ir rumo ao flagrante do que imagina ser um encontro extraconjugal. Sob a condição de que seu nome completo e verdadeiro não fosse revelado, André Luiz autorizou a reportagem e explicou um pouco sobre a sua rotina como um profissional de investigação. O detetive alega que a cidade pode parecer tranquila, mas existem diversos casos que são resolvidos por baixo dos panos, priorizando a imagem de empresários e até mesmo empresas intensamente conhecidas pelo Estado.

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André Luiz e sua equipe utilizam muito os telefones celulares para captar imagens. Em situações mais delicadas, ainda que o resultado fique devendo em qualidade, disparam as câmeras embutidas em objetos ou até mesmo na roupa ? canetas com lentes camufladas já não são mais utilizadas por terem se tornado muito manjadas. Para uma das missões contratadas pela garota disposta a dedurar o parceiro casado, os investigadores partiram com a orientação de que as fotos daquela tarde deveriam ser compartilhadas com ela em tempo real, via WhatsApp. A cliente já dispunha de um arsenal de imagens de potencial demolidor, mas, perfeccionista, exigiu mais: queria o rosto do rapaz estampado em ótima resolução. "Existem muitas pessoas que nos contratam e precisam de assistência, instruímos eles à procurarem ajuda, para não fazerem nenhuma besteira, se arrependendo mais tarde. O nosso trabalho não é intervir, e sim revelar o necessário para que o cliente entenda mais sobre a situação que enfrenta", explica.

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A carreira teve início na urgência imposta por um drama pessoal: Com o fim de sua jornada na polícia militar, após mais de 25 anos de trabalho, André Luiz enxergou na função exercida por colegas uma forma de se sustentar e garantir um futuro promissor e completamente cheio de adrenalina, assim como sua profissão do passado. O codinome que traria fama surgiu de repente, quando o detetive teve de atender ao primeiro telefonema no escritório que indicaria seu trabalho como um detetive. Sem muito refletir, e não querendo se aproveitar do nome de algum conhecido próximo, pensou em usar apenas a primeira parte do seu nome. Batizou-se: André Luiz, consultor de segurança que também trabalha como profissional de defesa pessoal.

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INVESTIGANDO A PRIVACIDADE ALHEIA Os detetives particulares brasileiros evocam com frequência um texto antigo, de quase 60 anos atrás, como prova da legitimidade do ofício que exercem. A lei 3.099 de 24/2/1957 prevê o funcionamento de "estabelecimentos de informações reservadas ou confidenciais, comerciais ou particulares". Está em fase final de tramitação no Congresso Nacional o projeto de lei 106/2014, de autoria do deputado federal licenciado Ronaldo Nogueira (PTB-RS), atual ministro do Trabalho e Emprego, que regulamenta a profissão. Esse PL complementa a lei anterior, implementando uma série de pré-requisitos para a atuação do detetive, entre eles a obrigatoriedade da realização de um curso de no mínimo 600 horas/aula, com currículo baseado em conhecimentos de Direito.  De acordo com advogado trabalhistas, o PL coloca restrições à atuação do profissional, o que significa dar mais garantias para quem contrata o serviço, mas peca por não estabelecer um órgão fiscalizador (a criação de um conselho federal está prevista em outro PL). Pelo país, existem hoje diversas entidades que reúnem detetives e promovem cursos de formação, alguns totalmente online, mas não há uma como referência.

Serviço O quê:  André Luiz - Detetive e Consultor de Segurança Onde: Rua Hemilio Mafra Cardoso, 111 - Centro Contato: (47) 99707-4124 e (43) 98414-0555

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