De multinacionais a startups

Por: Revista Nossa Foto: Divulgação
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Todos conhecem boas histórias de empresas que começaram como startups e hoje faturam milhões. É o caso do Netflix, PayPal e até mesmo o Google. Aliás, das cinco empresas mais valiosas do mundo, três são do setor de tecnologia. Segundo o ranking da Forbes de 2016, a Apple ocupa o topo da lista, valendo US$ 586 bilhões, seguida da Alphabet, que é a controladora do Google e vale US$ 500,1 bilhões e, em terceiro vem a Microsoft, cujo valor de mercado chegou a US$ 407 bilhões.

O poder das startups é tanto que hoje, multinacionais consolidadas em suas áreas de atuação se renderam e estão se reinventando. Seguindo a linha do corporate venture, as grandes corporações estão atentas a novas ideias que podem ser agregadas a partir de parcerias com empresas que, muitas vezes, nem saíram das incubadoras.

A edição da última semana de abril da revista Isto É Dinheiro trouxe exemplos de gigantes que estão aprendendo a se comunicar com seus clientes e criando novos serviços a partir de startups. Um caso apresentado na reportagem é da Ambev, empresa que domina 70% do mercado de cervejas. A companhia lançou um aplicativo no estilo iFood para entrega de bebidas e petiscos em parceria com bares de São Paulo.

Outro exemplo é da incorporadora Cyrela que, pressionada pela crise no setor imobiliário, fechou parceria com a startup Quinto Andar para diminuir custos de apartamentos vazios, facilitando o aluguel com seguro-fiança gratuito. Com esta estratégia, a Cyrela deve economizar R$ 700 mil em IPTU dos imóveis e R$ 3 milhões em despensas das locações.

No mercado competitivo, só investir em inovação não é suficiente. É preciso "inovar a inovação", buscando parcerias externas muitas vezes com instituições de ensino ou aceleradoras para dar suporte a novos projetos, além dos laboratórios de pesquisa.

A estimativa é que, em 2016 o corporate venture tenha movimentado R$ 500 milhões no Brasil. Já nos Estados Unidos esta cifra sobe para US$ 5 bilhões. As grandes empresas compreenderam agora que as mudanças são rápidas, surgem a qualquer hora e em qualquer lugar. Não basta seguir as tendências, é preciso criar o caminho.

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Carlos Chiodini Secretário de Desenvolvimento Sustentável

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