Conhecendo o polêmico Sergio Peron

Por: Priscilla Millnitz Pereira Foto: Maria Gonçalves
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"Quem precisa ter medo da justiça são os bandidos". Com essa frase o jornalista Sergio Peron resume sua postura firme no microfone da rádio Studio FM, onde apresenta todas as manhãs o Studio Atualidades. Com mais de 30 anos de experiência na área de comunicação, ele já cansou de ser intimado e foi frequentador assíduo do Fórum, mas se orgulha de nunca ter sido condenado em nenhum processo nem ter precisado conceder direito de resposta a algum descontente. "Em muitos casos ouvir a verdade é incômodo e nunca fui de fazer jornalismo morno. Coloco intensidade em tudo e nunca irei mudar", salienta.

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Hoje ele admite viver dias mais tranquilos, mas recorda o período entre 1992 e 1996, quando afirma ter recebido a visita de oficiais de justiça quase diariamente. Tirando o tempo que perdia comparecendo às audiências de conciliação, o esforço valeu a pena e Peron está satisfeito em poder surpreender diariamente os seus ouvintes. Dedicado, acorda todos os dias às quatro horas e a primeira tarefa é ler tudo o que for possível antes de entrar no ar. É isso que lhe dá base e segurança para interagir com os ouvintes ao vivo, além de incrementar a pauta com assuntos que repercutam na região.

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Na Studio FM Peron tem a responsabilidade de ser o porta voz da informação para 2,5 milhões de pessoas e se orgulha de conseguir dar uma resposta para os ouvintes muitas vezes no minuto seguinte. "Gosto muito dessa interação com as pessoas e faço questão de receber a todos na minha sala para uma conversa. Muitas vezes a informação sequer vai ao ar, mas só de poder aconselhar as pessoas, ouvi-las e ajudar de alguma forma já fico satisfeito", garante.

Tal apreço pelo contato com o público faz com que a jornada de trabalho se extenda quase diariamente até as 19 horas. O celular também vive repleto de notificações e ele reforça que as redes sociais e ferramentas como o Whatsapp contribuíram para essa aproximação e os ouvintes ajudam a produzir o programa sugerindo, fazendo denúncias e pedindo que assuntos do seu interesse ganhem visibilidade no programa. "Acredito que a autenticidade me aproxime das pessoas. Gosto de dar essa abertura para que falem comigo, que façam brincadeiras. As pessoas também já entenderam que através da imprensa as coisas se resolvem com mais rapidez e estão aprendendo a cobrar", comemora.

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Jornalista em tempo integral, Peron afirma não ter espaço para a vida social e que é na sala de casa que encontra sossego em companhia do seu notebook e da televisão, onde permanece o restante do dia aprendendo e se atualizando. Outro objeto indispensável é ar-condicionado - que deve estar sempre na temperatura de 20 graus, independente da estação do ano. Peron se diverte contando que sua sala na rádio é conhecida como "sala de pinguim" e admite certa mania quando o assunto é regular a temperatura dos ambientes.

Nos raros momentos em que não está envolvido com assuntos referentes à profissão, Peron vai para a cozinha usar sua coleção de facas e canalizar de maneira diferente toda a sua criatividade. Outra de suas coleções é mais voltada para as letras, que ele tanto ama. O jornalista tem mais de 300 canetas tinteiro e garante que usa todas, assim como cuida pessoalmente da manutenção de cada uma delas. E tem ainda os relógios, os livros...

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Peron é um apaixonado! Se abre com facilidade e apresenta sua vida sem esforço, contrariando a "fama" de grosso e arrogante, que ele próprio assume em alguns momentos. "Gosto de dizer que sou uma mistura de mel com fel. Acredito que é como se todos nós tivéssemos dois cães dentro de nós: um bom e outro mau, e nós vivemos aquele que alimentamos", explica, revelando um lado emotivo, que se envolve e se emociona com as histórias com que topa diariamente. "As pessoas precisam conviver comigo para me conhecer de verdade, mas não me incomodo de levar essa alcunha de maneira nenhuma", diz.

Para o futuro ele não almeja muita coisa. Continuar na rádio e matricular-se em um curso de polonês. Só o que não deseja é perder a sede pelo conhecimento. Reservar um tempo para descobrir novos livros, autores e palavras, arranhar outros idiomas, brincar com a norma culta e, assim, garantir e ampliar a qualidade do seu Studio Atualidades e continuar exercendo com maestria o papel que cabe à imprensa.

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